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quarta-feira, novembro 11, 2015

O Espírito Santo - 07.


Continuação do post anterior.
Baseado na experiência dos crentes, no registro do livro de Atos, sabemos que, após o batismo inicial no Espírito (Atos 2), eles receberam mais do Espírito adicionalmente. (Ver Atos 4.31: “Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus” - RA). Uma vez que foram introduzidos na vida com o Espírito, eles passaram a andar com Ele, crescendo em estatura espiritual. Para exemplificar, comparar isso com 2 Coríntios 3.18: “ E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.” - RA. Esse relacionamento deveria tornar-se mais belo e satisfatório a cada dia. Deveríamos ver um genuíno crescimento espiritual, a medida que o tempo passe. É que, tendo iniciado em nós uma boa obra, o Espírito Santo haverá de levá-la até o seu ponto completo, se andarmos com Ele (Ver Filipenses 1.6: “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” – RA).
Seus Símbolos. Vejamos os símbolos bíblicos que descrevem algum aspecto do Espírito Santo, na sua atividade:
  1. Em Mateus 3.11 – Fogo.
  2. Em Mateus 3.16 – Pomba.
  3. 1 Reis 19.16; 1 João 2.20 – Azeite.
  4. Lucas 11.13 – Dom.
  5. João 7.37-39 – Rios de água viva.
  6. 2 Coríntios 1.22; Efésios 1.13,14 – Selo ou depósito
  7. 7 João 20.22; Ezequiel 37.9,14 – Sopro, Vento.
Em relação à Igreja. Nossa discussão sobre as maneiras como o Espírito Santo ministra ao mundo incrédulo e aos crentes, fornece-nos uma base para considerarmos o Seu ministério em favor do corpo místico de Cristo como um todo unido, como uma coletividade. Nos dias do Antigo Testamento, o povo de Deus muito se beneficiou com o ministério do Espírito Santo, quando Ele ungia pessoas selecionadas para algum serviço especial. Porém, no Novo Testamento, esse ministério ainda é mais evidente, porque é contínuo e não se limita a qualquer grupo específico de crentes. Vejamos como e por qual motivo, o ministério do Espírito Santo, no período do Novo Testamento, difere de Suas atividades nos tempos do Antigo Testamento.
Por ocasião do Batismo de Jesus, João Batista O proclamou como aquele que batizava no Espírito Santo (Veja João 1.33: “Eu não o conhecia; aquele, porém, que me enviou a batizar com água me disse: Aquele sobre quem vires descer e pousar o Espírito, esse é o que batiza com o Espírito Santo” - RA). Como resultado dessa obra remidora, Jesus abriu o caminho para os Seus seguidores serem batizados no Espírito Santo, recebendo assim o outro Consolador. O Espírito Santo é o próprio representante de Jesus, que veio para habitar para sempre com os crentes (Veja João 14.16: “ E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco,” - RA). Após a Sua ressurreição, Ele anunciou aos Seus discípulos que eles seriam batizados no Espírito Santo dentro de poucos dias e que, como resultado disso, receberiam poder do alto. (Veja Atos 1.5,8).
Diferentemente das unções especiais para alguma tarefa específica, como nos dias do Antigo Testamento, essa nova experiência – o batismo no Espírito Santo – haveria de ser a capacitação básica para o crente ter uma vida espiritual e um serviço cristão coerente e eficaz. O Espírito Santo veio para ser um residente permanente naqueles que recebessem a Cristo (Ver João 14.17: “o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não no vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós” - RA). O resultado dessa presença habitadora e poderosa seria um desenvolvimento espiritual dramático, quando os seguidores de Jesus compartilhassem de sua fé e experiência uns com os outros.
Assim, na experiência do Novo Testamento, os crentes podem contar com a presença permanente do Espírito Santo neles, o que os capacita a viverem vidas santas e servirem a Deus de maneira aceitável. Não mais os crentes dispõem apenas de um modelo externo, para moldarem suas vidas segundo o mesmo (a lei mosaica), conforme acontecia nos tempos do Antigo Testamento, mas sem qualquer força capacitadora para eles poderem cumprir os requisitos da lei, excetuando as suas próprias boas intenções. Visto que o Espírito agora reside nos membros da Igreja Cristã, dirigindo as suas atividades coletivas, eles têm a capacidade de levar avante a obra e a vontade de Deus sobre a face da terra.
Não somente os seguidores de Jesus recebem o poder de serem testemunhas eficazes, como também são dotados para defender o evangelho com sucesso. Este é um cumprimento direto do que diz o trecho de Marcos 13.9-11. Em certa ocasião Pedro mostra-se incapaz de defender seu relacionamento com Jesus (Veja Mateus 26.69-75). Mas, após várias experiências significativas, que incluíram ser ele testemunha da ressurreição de Jesus e ter sido cheio com o Espírito Santo no dia de Pentecoste, Pedro recebeu coragem e ousadia pára pregar (Veja Atos 2), bem como ousadia para apresentar uma defesa racional de sua fé (Veja em Atos 4.8-20).

Continua no próximo post.

terça-feira, novembro 25, 2008

O Crescimento Espiritual.


O Crescimento Espiritual não acontece por acaso. Tampouco resulta de algo que Deus faz por nós enquanto nós ficamos sentados, sem fazer nada. Há duas fontes de poder para alcançar a maturidade cristã: o Poder de Deus e a sua Força de Vontade.
O Poder de Deus - É claro que o Poder de Deus é a base sobre a qual a sua força de vontade deve se apoiar. Se você tentar ser bom sem antes se tornar uma nova criatura em Cristo, nunca conseguirá se comportar como o apóstolo Paulo recomenda nos capítulos 4 e 5 de Efésios. Leia novamente Efésios 4.15,16. Observe que Cristo é o Cabeça. É sob o controle Dele que as diversas partes do Corpo se encaixam e trabalham conjuntamente. Em Efésios 6.10 o apóstolo Paulo nos incita a sermos “fortalecidos no Senhor e na força do Seu poder”. E em Efésios 4.23 nós vemos que “devemos nos renovar no espírito do nosso entendimento”.
Portanto, nós vemos que é primeiramente o poder de Deus que nos capacita a viver de fato para Ele e a fazer o que nos manda Efésios 4 e 5. E não devemos esquecer que o passo inicial, o mais importante que temos de dar, para alcançarmos essas soluções para os nossos problemas é confessarmos, crermos e obedecermos. Isso é feito quando resolvemos abandonar o pecado e nos arrependermos dele.
A Força de Vontade – Efésios 4.27 diz: “nem deis lugar ao diabo”. Isso significa que é possível abrir uma brecha para ele entrar com suas tentações. Em Efésios 4 e 5 há muitos ensinamentos sobre as coisas que nós temos que fazer para crescer espiritualmente. Existe uma parte que cabe a Deus e Ele será fiel em cumpri-la. Mas se não fizermos a nossa parte, não caminharemos para a maturidade e poderemos até mesmo perder a nossa comunhão com Deus. Nossa força de vontade se torna eficaz quando obedecemos aos ensinamentos que a Bíblia nos dá. A obediência é o caminho para amadurecermos e vencermos o problema da imaturidade cristã.
Usamos nossa força de vontade para confessar o senhorio de Cristo, crer que Ele é o Nosso Senhor Ressurreto, e para obedecer aos Seus mandamentos. A obediência é o segredo para se alcançar a maturidade cristã.
No capítulo 6 de Efésios, Paulo continua a discorrer sobre as armas de que precisamos para lutar contra a imaturidade. São elas: a verdade, a justiça (viver corretamente), a presteza em anunciar o Evangelho (nosso testemunho), a fé e a Palavra de Deus. Sua última instrução é para que oremos (Efésios 6.18).
A maturidade cristã implica pois, em um processo contínuo de crescimento espiritual. Sempre que nós decidimos obedecer a Deus, progredimos em nosso crescimento espiritual.
Viva Jesus!
Deus lhe abençõe!