Mensagens da Palavra de Deus contendo as principais doutrinas bíblicas. Este blog destina-se a divulgar mensagens bíblicas. "AS MINHAS OVELHAS ESCUTAM A MINHA VOZ; EU AS CONHEÇO E ELAS ME SEGUEM" (Jo 10.27)
domingo, outubro 23, 2016
sexta-feira, outubro 21, 2016
Introdução ao Novo Testamento - 02.
Continuação
do post anterior.
2.
A Cultura Grega.
Embora os romanos fossem os dominadores políticos do mundo, era o
idioma e o pensamento gregos que dominavam a cultura da época. Um
idioma e um mundo! Esse
era o lema e a ambição de Alexandre, o Grande. Quando ele fez as
suas conquistas, tomou providencias para unificar todas as nações
dominadas sob o seu controle. O idioma grego passou a ser ensinado
por toda a parte do seu império. A cultura grega foi introduzida
como o padrão de pensamento e da vida diária. Isso produziu um
profundo impacto sobre o povo do mundo do Novo Testamento. (A cultora
grega também é chamada cultura helênica. A pessoa cuja cultura era
grega era chamada helenista, embora não fosse grega de nascimento).
Se
o império político de Alexandre o Grande foi de breve duração,
seu impacto cultural foi grande e duradouro. Por muitos séculos, o
mundo mediterrâneo inteiro exibiu as marcas da influência
helenista. Tornaram-se generalizados os costumes e as maneiras
gregos. Muitas cidades copiavam o estilo da arquitetura grega. O
espírito de inquirição dos gregos, que gostavam de especular sobre
a origem e o significado do universo, de Deus e dos homens, do bem e
do mal, também foi adotado pelas nações influenciadas pela cultura
grega. O grego tornou-se o idioma dos governantes e a língua comum
dos escravos. Cartas, poemas e transações comerciais eram todas
redigidas em grego. No Novo Testamento, o termo grego
é usado afim de referir-se não somente ao povo da Grécia, mas
também ao povo que falava o grego, e pertenciam a outras nações
não-judaicas. O grego tornou-se generalizado como idioma.
Quando
os romanos chegaram ao poder, encontraram no idioma grego um meio
ideal para comunicar-se com seus territórios capturados. Jovens
romanos eram enviados para serem educados em universidades gregas,
como as de Atenas, Rodes e Tarso. Finalmente na própria capital do
Império, o grego tornou-se largamente falado.
O
idioma grego era realmente um veículo inigualável para expressar a
mensagem cristã. Visto que esse idioma era tão largamente usado, os
apóstolos podiam pregar em grego, sem a necessidade de intérpretes.
O uso generalizado desse idioma também explica por qual razão todos
os livros do Novo Testamento, escritos quase todos por judeus, foram
originalmente escritos em grego. Quando Cristo veio com a mensagem de
Deus para o mundo inteiro, havia uma língua universal, com a qual
Ele podia comunicar-se com todos.
3.
A Religião Judaica.
Já vimos como Deus usou o poder romano e a cultura grega para
preparar o mundo para ouvir a mensagem de Cristo. Deus também usou o
povo e a religião judaicos com esse mesmo propósito. Ele se revelou
aos judeus e lhes conferiu predições a respeito do Messias que
viria. Essas revelações e profecias foram registradas e reunidas no
Antigo Testamento. Os ensinamentos do Antigo Testamento propagaram-se
por muitos lugares do mundo em resultado da vida e da religião
judaica que ocorreu durante o exílio e o período inter
testamentário.
O
Judaísmo no Período Intertestamentário.
Três
principais desenvolvimentos surgiram no judaísmo durante o exílio e
os anos do período intertestamentário. Esses três foram o
surgimento da sinagoga e sua forma de adoração, a conversão de
muitos não judeus ao judaísmo, e a tradução das Escrituras do
Antigo Testamento para o grego.
1.
A Sinagoga. Quando os
judeus foram levados ao exílio, levaram consigo as Escrituras do
Antigo Testamento. Esses escritos formavam a base da prática
religiosa deles. Durante o cativeiro, não podiam adorar no templo e
nem oferecer sacrifícios de animais. Entretanto eles deram
continuidade à sua adoração ao verdadeiro Deus.
Eles
passaram a se reunir em agrupamentos chamados sinagogas, a fim de
discutirem sobre as Escrituras e serem instruídos nelas. Dez ou mais
homens podiam formar uma sinagoga, e podia haver mais de uma sinagoga
em cada cidade. A adoração típica da sinagoga incluía leituras da
lei e dos profetas. Os profetas haviam escrito sobre a vinde de um
Messias, que os livraria do cativeiro.
Continua
no próximo post.
domingo, outubro 09, 2016
Introdução ao Novo Testamento – 01.
O
mundo do Novo Testamento.
O
mundo para o qual Jesus Cristo veio foi moldado por três importantes
influências: O poder militar dos romanos, a cultura dos gregos e a
religião dos judeus. Deus usou cada uma dessas influências para
preparar o terreno para o tempo em que Seu Filho iniciaria o seu
ministério terreno. Conforme diz o trecho de Gálatas 4.4, Deus
enviou o Seu Filho na “plenitude
do tempo”.
Por
meio dos escritos humanos, Deus deu ao Novo Testamento a forma de uma
unidade harmônica. Seus vinte e sete livros incluem vários tipos de
literatura. Foram escritos em ocasiões diversas e sob variadas
circunstâncias. Alguns desses livros foram escritos para narrar
eventos específicos, e outros para abordar determinados problemas.
Em todos eles, porém, há uma importante mensagem: Deus estabeleceu
um novo acordo, pacto, aliança ou testamento com o homem, por meio
de Jesus Cristo, chamado de Nova Aliança.
Diversas
forças diferentes contribuíram para dar forma ao mundo do Novo
Testamento. Por exemplo, consideremos esses fatos. Embora os romanos
governassem a Palestina, quando o Novo Testamento foi escrito, a
língua usada para escrever o Novo Testamento foi o grego. Jesus,
cuja história está narrada no Novo Testamento, era judeu e era o
Messias cuja vinda fora profetizada, predita, pelas Escrituras do
Velho Testamento. Outrossim, nas páginas do Novo Testamento lemos
acerca de pessoas que seguiam muitas variedades de religiões pagãs
e de cultos misteriosos. Vejamos então quais foram as forças que
moldaram o mundo do Novo Testamento.
1.
O poder de Roma.
Lemos em Lucas 2.1: “Naqueles
dias, foi publicado um decreto de César Augusto, convocando toda a
população do império para recensear-se” – RA.
César era o título conferido aos imperadores romanos. Em alguns
trechos do Novo Testamento, o imperador romano também é chamado
“rei” (1 Pedro 2.17, por exemplo). No tempo em que o Novo
Testamento foi escrito o império romano estendia-se desde a
extremidade ocidental do mar Mediterrâneo até o rio Eufrates no
Oriente Médio. Todo esse grande território estava sob o governo do
imperador. Os romanos dividiam o seu império em províncias –
áreas com bases militares. Diversas dessas províncias são
mencionadas por nomes nas páginas do Novo Testamento, como a
Macedônia, a Acaia, a Síria, a Ásia, a Galácia e a Panfília.
O
poder militar e a força política de Roma haviam produzido a unidade
política, a paz militar e a liberdade de comércio e de transporte.
As várias nações que Roma conquistou estavam debaixo de um único
governo. A paz romana foi imposta, cessando as guerras entre essas
nações. Aos cidadãos romanos eram outorgadas proteções
especiais. Podiam dirigir-se a qualquer parte do império sem o temor
de serem injustamente aprisionados ou maltratados. O apóstolo Paulo,
por exemplo, que foi notavelmente usado por Deus para propagar a
mensagem de Cristo em novas regiões, ocasionalmente teve de depender
de proteção especial desfrutada por ele como cidadão romano que
era. (Veja em At 16.38: “Os
oficiais de justiça comunicaram isso aos pretores; e estes ficaram
possuídos de temor, quando souberam que se tratava de cidadãos
romanos” – RA
e em Atos 22.29: “Imediatamente,
se afastaram os que estavam para o inquirir com açoites. O próprio
comandante sentiu-se receoso quando soube que Paulo era romano,
porque o mandara amarrar” - RA).
Os
romanos eram excelentes construtores de boas estradas e de pontes
fortes. As estradas eram conservadas livres de assaltantes. Elas
ligavam a capital, Roma, com todos os rincões do império. Dizia-se:
“Todos os caminhos levam a Roma”. Os mares eram mantidos livres
de piratas. Como nunca antes, havia segurança, liberdade e
facilidade de viagens e de comunicação.
segunda-feira, agosto 22, 2016
A Doutrina do Pecado - 06.
Continuação do post anterior.
Continuação da Restauração
Espiritual.
Juntamente com o dom da salvação
aparecem várias responsabilidades para o crente recém convertido.
Ele deve andar “na luz” (1 João 1.7: “Se,
porém, andarmos na luz, como Ele está na luz, mantemos comunhão
uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de
todo pecado” - RA;
João 1.4-9: “A
vida estava nele e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas
trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela. Houve um homem
enviado por Deus cujo nome era João. Este veio como testemunha para
que testificasse a respeito da luz, a fim de todos virem a crer por
intermédio dele. Ele não era a luz, mas veio para que testificasse
da luz, a saber, a verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a
todo homem.” - RA).
Apesar dos crentes jamais atingirem a perfeição nesta vida, eles
podem andar na luz, mostrando-se inclinado para a mesma. Quando o
crente faz isso, acontecem então duas coisas: 1) Ele desfruta de
comunhão com outros crentes; e 2) ele é purificado. A purificação
tem lugar quando o Espírito Santo revela-lhe as suas falhas, as suas
atitudes erradas, os seus pecados de qualquer espécie. O crente
precisa continuar confessando esses pecados, resolvido a resistir às
futuras tentações, ao mesmo tempo em que viverá debaixo do
controle do Espírito (ver Romanos 8.5: “Porque
os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; mas os
que se inclinam para o Espírito, das coisas do Espírito” - RA).
A Restauração Física.
Não somente Jesus proveu o necessário para a nossa restauração
espiritual, mas a Sua morte na cruz também deu provisão para a
nossa restauração física. A enfermidade que faz parte da maldição
divina contra o pecado perdeu o seu domínio sobre a humanidade
quando Cristo morreu na cruz. A Bíblia ensina-nos que a cura faz
parte da restauração por Ele efetuada. Parte da mais linda poesia
bíblica foi composta em alusão à cura que Ele provê:
“Verdadeiramente
Ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou
sobre si, e nós o reputamos por aflito, ferido de Deus e oprimido.
Mas Ele foi ferido pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas
iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas
suas pisaduras fomos sarados”
(Isaías 53.4,5).
Jesus curou um número incontável
de pessoas enfermas, durante o Seu ministério público na terra. Ele
também instruiu que aqueles que forem enviados a pregar a mensagem
do reino de Deus, igualmente curassem os enfermos (ver Mateus 10.7,8;
Marcos 16.18; e Lucas 9.1,2 e 10.9).
Depois que Jesus subiu ao céu, os
milagres de cura continuaram a ser realizados pelos Seus seguidores.
O livro de Atos está repleto de relatos sobre milagres de cura.
Outrossim, Tiago ensina que os anciãos das igrejas deveriam orar
pelos enfermos, na esperança que Deus os curaria (veja Tiago 5.14:
“Está
alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e estes
façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo, em nome do Senhor”
- RA). Isso
concorda com a declaração de Jesus de que Ele viera para que as
Suas ovelhas tivessem vida, e a tivessem am abundância (veja João
10.10:
“O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para
que tenham vida e a tenham em abundância” - RA).
O mundo ainda não está livre de
todo sofrimento e de enfermidades; mas o testemunho, ao longo da
história eclesiástica, é que aqueles que confiam em Jesus podem
ser curados em resposta à oração da fé. Dessa maneira podemos
experimentar benefícios espirituais, físicos e eternos, por causa
da provisão, feita por nosso Senhor Jesus na cruz do calvário. Por
meio de Adão, o pecado entrou na raça humana; por meio de Jesus
Cristo fomos libertados do pecado e de seus efeitos! Elevemos os
nossos corações em louvor a Ele, em face do Seu grandioso dom da
salvação.
A bondade e a beleza da Criação
por Deus são anteriores ao pecado original. Elas continuam maiores e
mais importantes que o pecado em todas as suas formas. Por sua vez,
Cristo, assumindo a criação, lhe dá nova valorização,
remindo-nos do pecado.
sexta-feira, agosto 05, 2016
A Doutrina do Pecado - 05.
Continuação do post anterior.
Outras conseqüências do Pecado.
A Sujeição Física.
As enfermidades e as mazelas do corpo eram desconhecidas por Adão e
Eva, no jardim do Éden. Germes, vírus e doenças de todos os tipos
apareceram como resultado do pecado e dali por diante têm sido
vistos em conexão com o mesmo e com o julgamento divino (Êxodo
15.26; Deuteronômio 28.58-62). A dor, o cansaço e a decadência
física fazem parte do processo iniciado pelo pecado, o qual,
finalmente leva à morte física (Gênesis 3.16-19). De fato, a morte
cerca a humanidade, como resultado da queda do homem no pecado. A
existência humana neste mundo também é marcada pela oposição de
satanás aos esforços humanos para aproximar-se de Deus, viver para
Ele e adorá-lO (Gênesis 3.15).
Um Meio Ambiente Hostil.
Por causa da maldição divina resultante do pecado, o universo
inteiro sofre (ver Gênesis 3.17,18). A vida animal mostra-se voltada
para a selvageria. O trecho de Isaías 11.6-9 indica que, no vindouro
reino de Deus, os animais irracionais serão pacíficos e não
selvagens. Isso leva-nos a crer que a atual ordem de selvageria
resulta da maldição causada pelo pecado; os animais mais fortes
fazem presa dos mais fracos e a harmonia na natureza foi perturbada.
A vida vegetal também revela os
maus efeitos do pecado. Sarças e espinheiros abafam as plantas
úteis. Os alimentos não são produzidos sem muito esforço por
parte do homem, pois a luta para obter alimentos de seu meio ambiente
cobra um alto preço em seu corpo. Veja como o apóstolo Paulo,
descreve essa situação: “Porque
a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos
de Deus... na esperança de que também a mesma criatura será
libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória
dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação geme e está
juntamente com dores de parto até agora” (Romanos
8.19-22).
Separação e Punição
Eterna. O resultado
final do pecado, que passamos a mencionar, é o mais triste de todos.
A Bíblia revela-nos que os pecadores impenitentes terão de sofrer a
punição eterna. Como eu gostaria que fosse diferente; mas, não
ouso fechar os olhos diante de uma linguagem bíblica tão clara.
A restauração do pecador.
Em meio a todo o desespero, brilha
intensamente um raio de esperança. Deus, em Sua misericórdia,
proveu um meio de escape para o homem não sofrer as conseqüências
da morte espiritual. Ele providenciou um caminho até a glória
eterna, em Sua presença, para todos aqueles que aceitarem o Seu
gracioso oferecimento. Você e eu podemos ser restaurados tanto
espiritual como fisicamente, e assim os efeitos do pecado poderão
ser cancelados.
Continua no próximo post.
quinta-feira, julho 21, 2016
A Doutrina do Pecado - 04.
Continuação do post anterior.
As conseqüências do pecado.
O terceiro capítulo de Gênesis
narra as trágicas conseqüências do primeiro pecado. Da mesma
maneira que Deus havia dito: “...
da árvore da ciência do bem e do mal dela não comerás...”,
também avisou: “...
porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás”
(Gênesis 2.17). Não considerando o aviso do Senhor e tendo tomado
do que era proibido, o homem nada mais poderia esperar do que as
prometidas conseqüências. Examinemos, de modo passageiro, as
principais conseqüências do pecado original do homem.
Relacionamento Interrompido
com Deus. O
conhecimento e a conseqüência de que haviam desobedecido
deliberadamente a Deus trouxeram, para os nossos primeiros pais, o
imediato senso de culpa. A inocência deles acabara-se e eles
sentiam-se condenados por sua consciência. Perceberam sua nudez
diante um do outro e diante de Deus e, cheios de vergonha, tentaram
esconder-se dEle. Quando Deus os confrontou com o que haviam feito,
cada qual tentou lançar a culpa sobre o outro. Adão queixou-se de
Eva, e Eva queixou-se da serpente (ver Gênesis 3. 12,13). E, com
essa trágica confissão, a linda e pessoal relação com Deus chegou
ao fim. Eles experimentaram assim a morte espiritual (ver Gênesis
2.17: “mas
da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no
dia em que dela comeres, certamente morrerás”
- RA) e foram expulsos
em seguida do jardim do Éden, a fim de levarem, dali por diante, uma
vida muito diferente daquela que até então haviam conhecido.
Uma Natureza Pecaminosa.
O pecado de Adão e Eva corrompeu não somente os seus próprios
corações, mas também de todos os seus descendentes. A Bíblia
declara que aquele pecado de Adão e Eva foi o princípio corruptor
que foi herdado por cada um dos seus descendentes, atingindo,
portanto, cada ser humano (Romanos 5.12: “Portanto,
assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado,
a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos
pecaram” -
RA). O mundo inteiro,
pois, ficou debaixo do domínio do pecado (Veja Gênesis 3.22). E,
juntamente com essa servidão ao pecado, tornamo-nos “filhos da
ira” (Efésios 2.3: “entre
os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações
da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e
éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais”
- RA). Essa natureza
pecaminosa torna impossível que as pessoas agradem a Deus. Cada
indivíduo age maldosamente por causa de sua natureza corrompida, por
causa daquilo que ele é.
A Bíblia declara que já nascemos
com essa natureza corrompida (veja Salmo 51.5: “Eu
nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe”
- RA). Gostamos de
imaginar que as crianças são perfeitas, destituídas de natureza
pecaminosa. Mas, quando vemos os pequenos irmãos e irmãs brigarem
uns com os outros, então percebemos que o egoísmo faz parte da
natureza humana. A tendência das crianças para a desobediência
também deriva-se dessa natureza pecaminosa.
Então vemos que cada parte do ser
humano foi corrompida pelo pecado. E nesse estado, o homem nada pode
fazer que agrade a Deus. Isso não significa que uma pessoa sem Deus
não pode fazer ou apreciar atos de bondade e gentileza com o
próximo. Mas significa que enquanto o indivíduo não é
espiritualmente revivificado, nada pode fazer que seja digno da
aprovação do Senhor. A semelhança de Deus, que há no homem foi
desfigurada.
Não somente sofremos com as
conseqüências do pecado de Adão e por causa dos efeitos da
natureza pecaminosa que recebemos da parte dele, mas também sofremos
com s conseqüências dos nossos próprios pecados. Se eu for um
preguiçoso e não quiser trabalhar, então terei de sofrer as
conseqüências disso (como também a minha família).
Com freqüência temos de sofrer,
não somente como resultado de nossos próprios pecados, mas também
as conseqüências dos pecados das outras pessoas. Os cidadãos de um
país cujos governantes sejam corruptos não podem desfrutar das
vantagens que um bom governo lhes ofereceria. Os filhos de um pai
alcoólatra podem sofrer os maltratos resultantes de uma mente
intoxicada pela bebida. Muitas pessoas morrem em acidentes de
trânsito por causa de motoristas bêbados. A sociedade em geral
sofre por causa dos abusos causados pelos criminosos e então é
obrigada a pagar pelos custos do confinamento desses criminosos nas
prisões.
Vimos, anteriormente, que o lado bom
do homem pode ser admirado. Mas agora estamos considerando o lado
trágico do homem. O homem sem Deus fica depravado. A medida em que
se aproximarem os últimos dias, poderemos esperar ver as mais
terríveis condições na sociedade humana, por toda a parte. Sob a
inspiração profética, o apóstolo Paulo escreveu:
“Sabe,
porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos
porque haverá homens amantes de si mesmo, avarentos, presunçosos,
soberbos, blasfemos, desobedientes aos pais e mães, ingratos,
profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores,
incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores,
obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de
Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela.
Destes afasta-te”
(2 Timóteo 3.1-5).
Continua no próximo post.
quarta-feira, junho 15, 2016
A Doutrina do Pecado - 03.
Continuação
do post anterior.
A
Natureza do Pecado.
Não
seria bom para nós se o pecado fosse alguma substância física que
pudesse ser isolada? Poderíamos então convidar pesquisadores para
descobrirem alguma droga ou soro, a fim de destruir tal substância.
Então equipes de especialistas poderiam ir de uma comunidade para
outra, aplicando injeções que pusessem fim ao poder e as
consequências do pecado. Não demoraria muito para que a sociedade
humana fosse totalmente transformada e as pessoas começassem a
viver, realmente, para a glória de Deus. Porém sabemos que o pecado
não é algum micróbio ou vírus. Qual é, pois, a real natureza do
pecado?
Já
vimos uma breve definição do pecado, que é a desobediência e o
não moldar-se à Palavra de Deus. Envolve tudo quanto as pessoas
fazem de errado. Inclui fazer aquilo que não deveríamos fazer e não
fazer aquilo que devemos fazer.
O
idioma hebraico em que foi escrito o Antigo Testamento e o dialeto
grego em que foi escrito o Novo Testamento empregam vocábulos
expressivos para descrever o ato de pecar contra Deus. Os estudiosos
da Bíblia que têm estudado a formação de palavras, explicam quais
ideias estão envolvidas, O estudo das Palavras que eles têm feito
nos permite entender melhor a palavra pecado. Cada um dos termos
usados expressa de maneira diferente alguma atitude ou ação que
provoca a desaprovação do Senhor. Consideremos alguns desses
termos. (Os termos usados em modernas traduções da Bíblia podem
não ser exatamente os mesmos que aqueles que damos aqui e que são
derivados de expressões hebraicas ou gregas.
-
Transgressão (Romanos 5.14-17). Transgredir ou traspassar significa invadir a propriedade ou os direitos de outra pessoa. Quando vemos um cartaz que diz: “Proibida a entrada”, sabemos que o seu significado é que alguém não deseja que sua propriedade seja invadida. Para impedir isso, as propriedades são cercadas claramente em seus limites. Às vezes, incluem-se no aviso, a pena para quem transgredir. De igual modo, Deus estabeleceu certos limites morais para o homem, aos quais chamamos de leis. Quando uma pessoa transgride, ultrapassa essas linhas, ela está pecando – ignorando a lei de Deus. O pecado consiste na transgressão da lei de Deus (ver 1 João 3.4: “ Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei.” - RA).
-
Errar o alvo (Êxodo 20.20: “ Respondeu Moisés ao povo: Não temais; Deus veio para vos provar e para que o seu temor esteja diante de vós, a fim de que não pequeis.” - RA). Quando uma pessoa peca, ela deixa de cumprir o propósito de Deus para a sua vida. Nesse sentido, pois, o pecado é o mesmo que errar o alvo. A pessoa erra quanto àquilo que Deus planejou para ela. Errar o alvo faz parte do vocabulário dos arqueiros, quando alguém deixa de acertar a mosca ou centro de um alvo.
-
Egoísmo (Salmo 119.36; Filipenses 2.3). O primeiro ato de desobediência foi causado pelo egoísmo, pois o homem desejou aquilo que sentiu que Deus lhe havia negado. Isso apelou para sua vaidade ou orgulho.
-
Rebeldia (Êxodo 23.21; 1 Samuel 24.11). Rebelar-se é desobedecer ou agir contra a autoridade de alguém. É desviar-se da lei de Deus. Isaías ilustra isso quando escreve: “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho... “ (Isaías 53.6). É precisamente isso que os homens fazem o tempo todo. Cada qual quer “fazer aquilo que lhe agrada” - seguindo os seus próprios desejos. A mesma coisa acontece em todas as comunidades e nações. As pessoas não querem seguir pela vereda que Deus determinou para elas.
-
Imundície (Tiago 1.27: “ A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo.” - RA). Quando uma pessoa peca intencionalmente, tem a consciência de estar fazendo o que é errado, pois a sua consciência a condena. O sentimento de culpa, despertado pelo pecado, faz o indivíduo notar a sua própria imundície. O indivíduo sente-se sujo. Eis a razão pela qual as escrituras falam sucre a necessidade de purificação – por causa da poluição do pecado (Ver Salmos 51.2,7: “ Purifica-me com hissopo, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais alvo que a neve.” - RA; 1 João 1.7: “ Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.” - RA).Fazendo um breve sumário, o pecado consiste na desobediência a Deus, por parte de Suas criaturas inteligentes. Qualquer coisa cujo alvo não seja a glória de Deus é pecado (ver Romanos 3.23). Qualquer coisa existente no homem que não expresse o santo caráter de Deus, ou seja contrário ao mesmo, é pecado.Continua no próximo post
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