quarta-feira, junho 15, 2016

A Doutrina do Pecado - 03.


Continuação do post anterior.
A Natureza do Pecado.
Não seria bom para nós se o pecado fosse alguma substância física que pudesse ser isolada? Poderíamos então convidar pesquisadores para descobrirem alguma droga ou soro, a fim de destruir tal substância. Então equipes de especialistas poderiam ir de uma comunidade para outra, aplicando injeções que pusessem fim ao poder e as consequências do pecado. Não demoraria muito para que a sociedade humana fosse totalmente transformada e as pessoas começassem a viver, realmente, para a glória de Deus. Porém sabemos que o pecado não é algum micróbio ou vírus. Qual é, pois, a real natureza do pecado?
Já vimos uma breve definição do pecado, que é a desobediência e o não moldar-se à Palavra de Deus. Envolve tudo quanto as pessoas fazem de errado. Inclui fazer aquilo que não deveríamos fazer e não fazer aquilo que devemos fazer.
O idioma hebraico em que foi escrito o Antigo Testamento e o dialeto grego em que foi escrito o Novo Testamento empregam vocábulos expressivos para descrever o ato de pecar contra Deus. Os estudiosos da Bíblia que têm estudado a formação de palavras, explicam quais ideias estão envolvidas, O estudo das Palavras que eles têm feito nos permite entender melhor a palavra pecado. Cada um dos termos usados expressa de maneira diferente alguma atitude ou ação que provoca a desaprovação do Senhor. Consideremos alguns desses termos. (Os termos usados em modernas traduções da Bíblia podem não ser exatamente os mesmos que aqueles que damos aqui e que são derivados de expressões hebraicas ou gregas.

  1. Transgressão (Romanos 5.14-17). Transgredir ou traspassar significa invadir a propriedade ou os direitos de outra pessoa. Quando vemos um cartaz que diz: “Proibida a entrada”, sabemos que o seu significado é que alguém não deseja que sua propriedade seja invadida. Para impedir isso, as propriedades são cercadas claramente em seus limites. Às vezes, incluem-se no aviso, a pena para quem transgredir. De igual modo, Deus estabeleceu certos limites morais para o homem, aos quais chamamos de leis. Quando uma pessoa transgride, ultrapassa essas linhas, ela está pecando – ignorando a lei de Deus. O pecado consiste na transgressão da lei de Deus (ver 1 João 3.4: Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei.” - RA).
  2. Errar o alvo (Êxodo 20.20: “ Respondeu Moisés ao povo: Não temais; Deus veio para vos provar e para que o seu temor esteja diante de vós, a fim de que não pequeis.” - RA). Quando uma pessoa peca, ela deixa de cumprir o propósito de Deus para a sua vida. Nesse sentido, pois, o pecado é o mesmo que errar o alvo. A pessoa erra quanto àquilo que Deus planejou para ela. Errar o alvo faz parte do vocabulário dos arqueiros, quando alguém deixa de acertar a mosca ou centro de um alvo.
  3. Egoísmo (Salmo 119.36; Filipenses 2.3). O primeiro ato de desobediência foi causado pelo egoísmo, pois o homem desejou aquilo que sentiu que Deus lhe havia negado. Isso apelou para sua vaidade ou orgulho.
  4. Rebeldia (Êxodo 23.21; 1 Samuel 24.11). Rebelar-se é desobedecer ou agir contra a autoridade de alguém. É desviar-se da lei de Deus. Isaías ilustra isso quando escreve: “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho... “ (Isaías 53.6). É precisamente isso que os homens fazem o tempo todo. Cada qual quer “fazer aquilo que lhe agrada” - seguindo os seus próprios desejos. A mesma coisa acontece em todas as comunidades e nações. As pessoas não querem seguir pela vereda que Deus determinou para elas.
  5. Imundície (Tiago 1.27: “ A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo.” - RA). Quando uma pessoa peca intencionalmente, tem a consciência de estar fazendo o que é errado, pois a sua consciência a condena. O sentimento de culpa, despertado pelo pecado, faz o indivíduo notar a sua própria imundície. O indivíduo sente-se sujo. Eis a razão pela qual as escrituras falam sucre a necessidade de purificação – por causa da poluição do pecado (Ver Salmos 51.2,7: “ Purifica-me com hissopo, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais alvo que a neve.” - RA; 1 João 1.7: “ Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.” - RA).
    Fazendo um breve sumário, o pecado consiste na desobediência a Deus, por parte de Suas criaturas inteligentes. Qualquer coisa cujo alvo não seja a glória de Deus é pecado (ver Romanos 3.23). Qualquer coisa existente no homem que não expresse o santo caráter de Deus, ou seja contrário ao mesmo, é pecado.
    Continua no próximo post

sábado, março 12, 2016

A Doutrina do Pecado - 02.


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A Origem do Pecado.
Durante muitos séculos, os estudiosos têm debatido se o pecado é eterno e se sempre existiu paralelamente ao bem..Alguns deles têm chegado à conclusão que o conflito entre o que é certo e o que é errado sempre existiu e que isso continuará por toda a eternidade. Teria havido um tempo quando só existia o bem? Nesse caso, quando foi que o pecado fez a sua aparição? Tentemos encontrar respostas para essas perguntas procurando conhecer a origem do pecado, no universo e na raça humana.
No Universo. Vejamos o que as Escrituras dizem a respeito da origem do pecado no universo. Revisemos de modo sucinto esses fatos, para vermos como eles estão relacionados à propagação do pecado à raça humana:
  1. Os anjos foram criados como uma companhia de seres pessoais santos e perfeitos, cuja vontade inclinava-se para obedecer ao Criador.
  2. Aparentemente, os anjos tinham a capacidade de escolher e de compreender as consequências da desobediência.
  3. Um dos anjos, satanás, ocupava uma posição exaltada (Ezequiel 28.12; 2 Coríntios 4.4;e Efésios 2.2).
  4. Evidentemente, satanás foi o líder da rebelião contra o Senhor Deus, desde o começo (João 8.44; 1 João 3.8).
  5. Com base em referências a reis terrenos que parecem representar satanás, deduzimos que o seu pecado começou com a ambição e a soberba (orgulho). (Comparar Ezequiel 28.11-19 e Isaías 14.13,14 com 1 Timóteo 3.6)
As passagens bíblicas acima ajudam-nos a entender que satanás estava descontente com a sua posição, sob o poder de Deus. Interessava-se mais por sua própria ambição do que em servir ao Senhor. Ficou tão cego, ante sua própria beleza, que parece haver pensado que poderia ultrapassar ao Criador. Mostrava-se egoísta, descontente e cobiçoso, desejando não somente aquilo que o seu Criador lhe concedera, mas também aquilo que o Senhor reservava para Si mesmo. Os sintomas do pecado que vemos em satanás, aparentemente foram as causas básicas do pecado, entre todos os anjos que caíram.
Tudo isso reveste-se de grande importância para nós, porque quando satanás e seus anjos rebelaram-se contra Deus, o pecado tornou-se um princípio fundamental na vida existente no universo. O pecado deles representava oposição ao governo do nosso amoroso Pai celestial. O propósito de satanás, dali por diante, foi o de frustrar o plano de Deus em cada área do universo. Ele encabeça um sistema mundial que faz oposição a Deus e ao seu governo.
Na Raça Humana. Conforme já vimos, Deus criou o homem sem qualquer natureza pecaminosa, deixou-o em um meio ambiente ideal, e providenciou tudo para a satisfação de todas as suas necessidades. Deus deu a Adão uma mente poderosa e ocupações abundantes para nelas dispender o seu tempo e energias. Também deu a Adão uma ajudadora apropriada para servir-lhe de companheira. Em seguida, o Criador decretou algumas regras simples a serem observadas, advertindo a Adão e Eva sobre as consequências da desobediência. Então entrou em íntima comunhão com aquele primeiro casal.
O aviso dado por Deus a Adão e Eva era um teste simples. Em meio às provisões e privilégios abundantes, foi-lhe negada uma única coisa: o fruto de uma certa árvore. Esse teste tinha por propósito mostrar a obediência ou desobediência deles à vontade do Senhor. Adão e Eva não foram criados como autômatos para viverem para a glória de Deus sem qualquer escolha. A vontade deles inclinava-se para Deus; mas, visto que eles tinham o poder de aceitar ou rejeitar essa inclinação, poderiam exercer sua livre vontade e fazer uma escolha deliberada. Essa capacidade é uma condição necessária para um teste dessa natureza.
Satanás não teve nenhum tentador quando se rebelou contra Deus, mas os primeiros seres humanos tiveram. Pouco depois de Adão e Eva terem sido postos no jardim do Éden, satanás aproximou-se de Eva, dando a entender que Deus estava negando, a ela e a Adão, alguma coisa que era boa e benéfica. É de se admirar que Eva não tenha feito qualquer objeção à séria acusação de satanás contra Deus. De fato, quando satanás virtualmente declarou que Deus era mentiroso, ao afirmar: “Certamente, não morrereis” (Gênesis 3.4), Eva nem protestou e nem procurou suavizar a falsa declaração satânica contra o santo caráter de Deus. Antes, ela apenas buscou os benefícios que ela mesma poderia ganhar, se seguisse a palavra do tentador. Essa palavra apelou para os seus sentidos, para os seus apetites, em uma ambição que acabara de ser despertada.
Dessa maneira, mediante um ato de sua vontade e por causa do engodo de satanás, Eva resolveu fazer o que queria, ao invés de fazer o que Deus queria. O trecho de Gênesis 3.1-5 mostra-nos que ela queria: 1) ter aquilo que Deus havia proibido; 2) saber o que Deus não havia revelado; e 3) ser aquilo que Deus não tencionava que ela fosse.
Dessa maneira, Eva preferiu o próprio “eu” e não a Deus e é nisso que consiste o pecado. Olhando para o fruto, ela raciocinou que, visto ser o mesmo bom para comer, não seria errado comê-lo. Ela também pensou que, visto que o fruto daquela árvore era agradável e lhe traria conhecimento, comê-lo não seria errado. Porém, ela esqueceu-se do fato mais importante: Deus havia proibido que se comesse daquele fruto! Vendo somente o que queriam ver, ela e Adão comeram do fruto, em franca desobediência à Palavra de Deus. Não perguntaram se aquele ato glorificaria a Deus, embora tivessem inteligência suficiente para entender as consequências. Por qual motivo não consideraram com mais cuidado o que estavam fazendo?
Foi assim que os nossos primeiros antepassados preferiram ignorar deliberadamente o aviso divino. Embora tivessem sido tentados, ninguém os havia forçado a agir contra as instruções do Senhor. Esse ato de desobediência foi o que produziu o pecado na raça humana (ver Romanos 5.12) e a atitude que levou a esse pecado, continua atuando nos homens. Foi desse modo que o pecado entrou no mundo, envolvendo a humanidade com sua má influência, destruindo o feliz relacionamento do homem com Deus. O pecado prossegue em seus maus efeitos sobre cada descendente de Adão. Cada pessoa herda de Adão uma natureza pecaminosa que, se não for corrigida, levará eventualmente à morte e a condenação espiritual.

Continua no próximo post.

segunda-feira, fevereiro 08, 2016

A doutrina do Pecado - 01.


A Doutrina do Pecado – 01.
O pecado pode ser definido como a desobediência e como o fracasso, por não conformar-se às leis dadas por Deus, a fim de orientar as Suas criaturas racionais. Visto que a lei de Deus é uma expressão de sua natureza moral, o homem deve moldar-se a essa lei, a fim de agradar a santa pessoa divina. A Bíblia revela claramente para nós a realidade do pecado, bem como a sua origem, natureza, consequências e cura. Todos esses aspectos do pecado serão abordados enquanto formos avançando neste estudo.
Conforme vimos anteriormente, o homem é uma criatura racional. Assim ele deve saber que é culpado de pecado se: 1) fizer aquilo que não deve fazer; 2) não fizer aquilo que deve fazer; 3) for aquilo que não deve ser, ou 4) não for aquilo que deve ser. Há muitas provas sobre a realidade do pecado. A primeira delas encontra-se na Bíblia.
O Pecado Visto nas Provas bíblicas. O pecado é um dos principais assuntos encontrados na Bíblia. O terceiro capítulo do livro de Gênesis registra a primeira vez que o homem pecou. O quarto capítulo desse livro continua a narrativa dizendo-nos como o problema continuou a afetar o filho dos nossos primeiros pais. Nessa altura dos acontecimentos, Deus fez um comovente apelo a Caim: “… eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo” (Gênesis 4.7). Caim, entretanto sucumbiu diante de seus sentimentos de inveja, ódio e rebelião e, por causa disso, matou o seu próprio irmão.
Por muitas e muitas vezes, encontramos o problema do pecado, quando lemos as Escrituras Sagradas. Deus deu a Lei escrita para guiar o seu povo no começo da experiência dos israelitas (Veja em Êxodo 20.1-17). Ele também instruiu a Moisés em todos os preceitos destinados a Seu povo, e disse claramente como o pecado poderia ser expiado, orientando o povo de Israel a oferecer os sacrifícios apropriados pelos pecados por eles cometidos. (Veja em Levítico capítulos 4 a 7). Ele chegou até mesmo a determinar um dia a cada ano em que a nação inteira de Israel deveria cuidar do problema do pecado (ver Levítico capítulo 16). Os primeiros cinco livros do Antigo Testamento são chamados de livros da Lei, porquanto contêm todos os mandamentos de Deus para o Seu povo, sobre como deveriam viver santamente, além de conterem as Suas instruções para o recebimento do perdão pelos pecados.
Os livros históricos de Josué até Ester, registram o trágico fracasso do povo de Israel, por não haver obedecido aos mandamentos do Senhor. Esses livros mostram o desvio, a desobediência, a obstinação e a rebeldia de Israel contra Deus e as Suas leis.
O salmista exprimiu tristeza por causa do seu pecado, dizendo: “Tem misericórdia de mim, ó Deus... apaga as minhas transgressões. Lava-me completamente da minha iniquidade, e purifica-me do meu pecado... eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe” (Salmo 51.1,2,5). Os profetas clamaram contra o pecado que levou à queda de Israel (Ezequiel 23; Jeremias 5; Daniel 9.1-23).
O Novo Testamento relata a traição de Judas Iscariotes (Mateus 26.14-16). Retrata os sofrimentos de nosso Salvador, o qual tomou sobre Si mesmo o pecado do mundo (Lucas 22.39-44; João 19.1-3,18). Ali é descrito o plano indigno de Ananias e Safira (Atos 5.1-11). E também uma das mais vívidas evidências do pecado acha-se registrada em Romanos 1.28-32. Ali o caminho do pecado é descrito como segue:
E, como eles não se importaram de ter o conhecimento de Deus. Assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convém; Estando cheios de toda a iniquidade, prostituição, malícia, avareza e maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade; sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e as mães, néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia. Os quais, conhecendo eles a justiça de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também consentem aos que o fazem”.
O pecado visto na necessidade de governo. Não somente a Bíblia apresenta-nos muitos exemplos acerca da realidade do pecado, como também provê evidências, através da inevitável necessidade da sociedade ser governada. Lemos em Juízes 21.25: “Naqueles dias não havia rei em Israel: porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos”. Até aquele tempo, Deus vinha usando juízes para dirigir os israelitas, de acordo com as Suas orientações. Porém, no oitavo capítulo de 1 Samuel descobrimos que os israelitas pediram a Samuel que nomeasse para eles um rei. Os israelitas queriam ter o mesmo tipo de governo, que tinham todas as nações em derredor (veja 1 Samuel 8,7: “Disse o SENHOR a Samuel: Atende à voz do povo em tudo quanto te diz, pois não te rejeitou a ti, mas a mim, para eu não reinar sobre ele” - RA). Visto que o povo de Deus não estava disposto a obedecer-Lhe, eles precisavam de governantes humanos.
Algumas vezes, as pessoas sonham com um meio ambiente que chamam de utopia, isto é, um lugar ou estado ideal, onde imperam a justiça perfeita e a harmonia social. Nesse estado utópico, cada qual ocupa-se com os seus próprios negócios, contribui alegremente para o bem estar dos outros e desfruta das coisas boas da vida ao máximo. No entanto, neste mundo é impossível uma sociedade tipo utopia. Os seres humanos são egoístas e rebeldes por natureza. O pecado é uma grande realidade da vida, que temos de enfrentar diariamente, ninguém escapa dos seus efeitos. As trágicas consequências do pecado são noticiadas pelos jornais, pelo rádio, pela televisão, em revistas, etc. Indicando claramente a necessidade da nossa sociedade ser controlada pelo governo humano.
O pecado é uma realidade. Não resulta da superstição nem da falta de educação. Resulta da natureza dos homens e das mulheres, que vivem de modo contrário às leis de Deus e de conformidade com os seus próprios maus desejos.
Continua no próximo post.

quarta-feira, dezembro 09, 2015

O Espírito Santo - 08.

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Complementando, o Espírito Santo controla a missão evangelizadora da Igreja, orientando os Seus servos para onde devem ir e para onde não devem (Veja em Atos 13.2: “E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado” – RA; e em Atos 16.6,7: “E, percorrendo a região frígio-gálata, tendo sido impedidos pelo Espírito Santo de pregar a palavra na Ásia, defrontando Mísia, tentavam ir para Bitínia, mas o Espírito de Jesus não o permitiu” - RA). Mediante essa orientação divina, os cristãos primitivos atingiram centros populacionais importantes que se tornaram vitais na continuação da missão da Igreja, que é a de pregar o evangelho a toda criatura (Veja Marcos 16.15: “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.” - RA). Nos primeiros esforços missionários e evangelísticos da Igreja cristã, foi o Espírito Santo quem separou Paulo e Barnabé para servirem, ordenando-os para esse ministério.
O Espírito Santo também dirigiu os crentes na devida administração da Igreja. Quando o cristianismo cresceu e atravessou fronteiras nacionais, culturais e religiosas, surgiram indagações que requeriam respostas coerentes com as Escrituras e com o amor cristão. Os preconceitos humanos naturais ameaçavam dividir o corpo de Cristo; mas, a liderança do Espírito Santo permitiu que Tiago e os outros apóstolos resolvessem as dificuldades; mediante sábios conselhos (veja em Atos 15.28,29: “Pois pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor maior encargo além destas coisas essenciais: 29 que vos abstenhais das coisas sacrificadas a ídolos, bem como do sangue, da carne de animais sufocados e das relações sexuais ilícitas; destas coisas fareis bem se vos guardardes. Saúde”). Isso capacitou a Igreja a crescer ainda mais rapidamente, desenvolvendo um espírito de unidade.
Através de Sua contínua orientação, o Espírito Santo conduziu Paulo e outros cristãos a darem o encorajamento, consolo, ensino doutrinário, advertência e a disciplina necessária à Igreja mediante epístolas inspirada. Poe exemplo, Paulo abordou a questão específica da conduta na igreja local de Corinto, em termos de responsabilidades sociais (Veja 1 Coríntios 7.40: “ Todavia, será mais feliz se permanecer viúva, segundo a minha opinião; e penso que também eu tenho o Espírito de Deus”). O escritor da epístola aos hebreus explicou a questão da disciplina como um processo de desenvolvimento espiritual, mediante o qual Deus leva os crentes na direção da maturidade espiritual (Veja em Hebreus 12.4-11). Nesse processo de amadurecimento, o Espírito Santo, como um sábio administrador, equipa cada crente com os dons que são necessários para efetuar a Sua função no mundo e no seio da Igreja, o corpo de Cristo. Compare Romanos 12.4-8; 1 Coríntios 1.28 e Efésios 4.11-16. Escreveu Paulo: “E há diversidade nas realizações, mas o mesmo Deus é quem opera tudo em todos. A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso” (1Coríntios 12.6,7).
O Espírito Santo, portanto, provê à Igreja esses pontos fortes:
  1. Poder para evangelizar.
  2. Sabedoria e coragem necessárias para defender a fé.
  3. Dons apropriados para servir ao corpo inteiro de Cristo, bem como a membros individuais.
  4. Liderança humana para dirigir o trabalho cristão.
  5. Visão e inspiração necessárias para cumprir a Grande Comissão.
Você deve estar percebendo o quanto precisamos depender do Espírito Santo quanto à vida espiritual, à força, à visão espiritual, à eficácia no serviço, à ajuda em tempos de testes e para que cheguemos à maturidade e a vitória pessoal. Adore, pois, ao Espírito Santo.
Ame a Sua presença em sua vida. Deseje crescer e desenvolver-se, tornando-se uma pessoa espiritual, conforme Ele quer que você seja. Que você sempre tenha consciência da presença dessa Pessoa, que veio viver em você. Mostre-se sensível para com a Sua voz, os Seus apelos, a Sua correção e as Suas admoestações. Que cada pensamento, conversa e ato seu, reflitam a consciência que você tem da posição de liderança que Ele exerce em sua vida. Então, o seu caminho tornar-se-á espiritualmente próspero e a sua vida cristã será verdadeiramente bem sucedida.

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quarta-feira, novembro 11, 2015

O Espírito Santo - 07.


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Baseado na experiência dos crentes, no registro do livro de Atos, sabemos que, após o batismo inicial no Espírito (Atos 2), eles receberam mais do Espírito adicionalmente. (Ver Atos 4.31: “Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus” - RA). Uma vez que foram introduzidos na vida com o Espírito, eles passaram a andar com Ele, crescendo em estatura espiritual. Para exemplificar, comparar isso com 2 Coríntios 3.18: “ E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.” - RA. Esse relacionamento deveria tornar-se mais belo e satisfatório a cada dia. Deveríamos ver um genuíno crescimento espiritual, a medida que o tempo passe. É que, tendo iniciado em nós uma boa obra, o Espírito Santo haverá de levá-la até o seu ponto completo, se andarmos com Ele (Ver Filipenses 1.6: “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” – RA).
Seus Símbolos. Vejamos os símbolos bíblicos que descrevem algum aspecto do Espírito Santo, na sua atividade:
  1. Em Mateus 3.11 – Fogo.
  2. Em Mateus 3.16 – Pomba.
  3. 1 Reis 19.16; 1 João 2.20 – Azeite.
  4. Lucas 11.13 – Dom.
  5. João 7.37-39 – Rios de água viva.
  6. 2 Coríntios 1.22; Efésios 1.13,14 – Selo ou depósito
  7. 7 João 20.22; Ezequiel 37.9,14 – Sopro, Vento.
Em relação à Igreja. Nossa discussão sobre as maneiras como o Espírito Santo ministra ao mundo incrédulo e aos crentes, fornece-nos uma base para considerarmos o Seu ministério em favor do corpo místico de Cristo como um todo unido, como uma coletividade. Nos dias do Antigo Testamento, o povo de Deus muito se beneficiou com o ministério do Espírito Santo, quando Ele ungia pessoas selecionadas para algum serviço especial. Porém, no Novo Testamento, esse ministério ainda é mais evidente, porque é contínuo e não se limita a qualquer grupo específico de crentes. Vejamos como e por qual motivo, o ministério do Espírito Santo, no período do Novo Testamento, difere de Suas atividades nos tempos do Antigo Testamento.
Por ocasião do Batismo de Jesus, João Batista O proclamou como aquele que batizava no Espírito Santo (Veja João 1.33: “Eu não o conhecia; aquele, porém, que me enviou a batizar com água me disse: Aquele sobre quem vires descer e pousar o Espírito, esse é o que batiza com o Espírito Santo” - RA). Como resultado dessa obra remidora, Jesus abriu o caminho para os Seus seguidores serem batizados no Espírito Santo, recebendo assim o outro Consolador. O Espírito Santo é o próprio representante de Jesus, que veio para habitar para sempre com os crentes (Veja João 14.16: “ E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco,” - RA). Após a Sua ressurreição, Ele anunciou aos Seus discípulos que eles seriam batizados no Espírito Santo dentro de poucos dias e que, como resultado disso, receberiam poder do alto. (Veja Atos 1.5,8).
Diferentemente das unções especiais para alguma tarefa específica, como nos dias do Antigo Testamento, essa nova experiência – o batismo no Espírito Santo – haveria de ser a capacitação básica para o crente ter uma vida espiritual e um serviço cristão coerente e eficaz. O Espírito Santo veio para ser um residente permanente naqueles que recebessem a Cristo (Ver João 14.17: “o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não no vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós” - RA). O resultado dessa presença habitadora e poderosa seria um desenvolvimento espiritual dramático, quando os seguidores de Jesus compartilhassem de sua fé e experiência uns com os outros.
Assim, na experiência do Novo Testamento, os crentes podem contar com a presença permanente do Espírito Santo neles, o que os capacita a viverem vidas santas e servirem a Deus de maneira aceitável. Não mais os crentes dispõem apenas de um modelo externo, para moldarem suas vidas segundo o mesmo (a lei mosaica), conforme acontecia nos tempos do Antigo Testamento, mas sem qualquer força capacitadora para eles poderem cumprir os requisitos da lei, excetuando as suas próprias boas intenções. Visto que o Espírito agora reside nos membros da Igreja Cristã, dirigindo as suas atividades coletivas, eles têm a capacidade de levar avante a obra e a vontade de Deus sobre a face da terra.
Não somente os seguidores de Jesus recebem o poder de serem testemunhas eficazes, como também são dotados para defender o evangelho com sucesso. Este é um cumprimento direto do que diz o trecho de Marcos 13.9-11. Em certa ocasião Pedro mostra-se incapaz de defender seu relacionamento com Jesus (Veja Mateus 26.69-75). Mas, após várias experiências significativas, que incluíram ser ele testemunha da ressurreição de Jesus e ter sido cheio com o Espírito Santo no dia de Pentecoste, Pedro recebeu coragem e ousadia pára pregar (Veja Atos 2), bem como ousadia para apresentar uma defesa racional de sua fé (Veja em Atos 4.8-20).

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sábado, outubro 17, 2015

O Espírito Santo - 06.


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O lugar e a importância que damos ao Espírito Santo em nossa vida cristã é que determinará o nosso caráter. O homem não nasce com hábitos pré-fixados. O caráter de um homem resulta dos hábitos que ele desenvolve mediante atos repetidos. O caráter do homem natural, que vive somente para satisfazer os seus impulsos físicos é um espetáculo patético e deprimente. Mas o caráter do homem espiritual, que permite que o Espírito Santo guie a sua vida, é inteiramente diferente disso, conforme veremos. A solução dada pelo apóstolo Paulo é a seguinte: “Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne” (Gálatas 5.16).
1.6 - O Espírito Santo produz em nós o fruto bendito da vida cristã. Certo amigo perguntou-nos, por qual motivo um grupo de pessoas, que dizia ter um relacionamento muito íntimo com o Espírito Santo, vangloriava-se diante de outras pessoas de serem muito espirituais. Esse amigo disse que não podia imaginar o Espírito Santo vangloriar-se acerca de si mesmo. Tivemos de concordar prontamente com ele. Para evitarmos a carnalidade (que consiste em ceder aos desejos da carne) e a espiritualidade superficial, precisamos andar no Espírito.
Andar no Espírito subentende que o indivíduo depende continuamente dEle, crendo que Ele lhe ajudará a andar corretamente por qualquer área da vida. Apesar de nunca nos ser prometida uma vida caracterizada pela perfeição impecável, seremos maravilhosamente transformados, à medida que formos cheios e controlados pelo Espírito. Ao invés de manifestarmos as obras da carne (Gálatas 5.19.21), produziremos o fruto de Espírito. “Mas o fruto de Espírito é: caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão. temperança” (Gálatas 5.22,23).
Essas qualidades coletivamente intituladas “fruto do Espírito”, são características do Espírito Santo. Devemos examinar cuidadosamente as nossas atitudes, os nossos relacionamentos e os nossos atos, a fim de vermos se retratam essas características, ou se nos falta algum aspecto do fruto do Espírito. 
Termos relacionados ao Batismo no Espírito Santo. O relacionamento íntimo que existe entre o crente e o Espírito Santo tem sido ilustrado na Bíblia por diversos termos descritivos. Um deles chama-se batismo, o que significa imersão. (Ver Mateus 3.11: “Eu vos batizo com água, para arrependimento; mas aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno de levar. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo- RA; e Atos 1.5: “Porque João, na verdade, batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias” - RA). O que acontece quando uma pessoa é imersa na água? Fica inteiramente molhada. A água cobre-a totalmente. Quão glorioso é saber que é possível, para nós, seres humanos, que o senhor Deus nos sature completamente (encha-nos completamente) com Ele mesmo!
Um outro termo usado para descrever a relação do crente com o Espírito Santo é enchimento (Ver Atos 2.4: “Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem” - RA; e Atos 4.31: “Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus” - RA). Quando uma taça fica cheia, não tem capacidade para receber mais nada. E, de igual modo, o Espírito Santo deseja nos dar tanto de Seu poder e de Sua glória, que seremos incapazes de receber mais da parte dEle. E somente então teremos o poder, a sabedoria e a unção necessários para agradar a Deus e para servi-lO, com eficácia dentro do corpo de Cristo. Podemos ser cheios com o Espírito em repetidas ocasiões, tal como aconteceu aos cristãos primitivos. À medida que vai aumentando a nossa capacidade, Ele continuará a encher-nos a novos níveis, com a Sua divina plenitude. Os crentes são aconselhados: “... Enchei-vos do Espírito” (Efésios 5.18). Seria bom se desejássemos permanecer sempre cheios do Espírito.
Uma terceira maneira de encararmos esse relacionamento é dizer que o Espírito é derramado sobre nós (Joel 2.28,29). Essa profecia fala sobre as chuvas de outono, que os agricultores de Israel esperavam com ansiedade, a fim de que suas plantações amadurecessem plenamente e em tempo para a colheita. Bom seria que desejássemos, com idêntico anseio, pelo derramamento do Espírito Santo sobre as nossas igrejas e sobre as nossas vidas, para que pudéssemos desenvolver todo o potencial que nos foi dado para promover a glória de Deus.
O Novo Testamento ensina que para que essa obra especial do Espírito Santo se inicie em nossas vidas, conforme é indicado pelos termos que acabamos de apresentar, teremos de receber uma experiência inicial. Entretanto, o batismo inicial no Espírito não deveria ser visto como o clímax de nosso andar com Ele.

Continua no próximo post.

sexta-feira, setembro 18, 2015

O Espírito Santo - 05.

Continuação do post anterior.
O ensino de Jesus sobre o ministério do Espírito Santo (Veja João 14.16,17,26; 15.26; 16.5-15: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco. O Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós. Mas, o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito”), leva-nos a concluir que, na ausência de nosso Senhor Jesus Cristo deste mundo e em favor do Pai, o Espírito Santo é Aquele que dá testemunho aos incrédulos. O Espírito Santo convence-os do pecado e os atrai a Cristo. Em seguida, Ele ilumina o crente no tocante às suas responsabilidades espirituais. O Espírito Santo mostra ao indivíduo injusto que a única maneira dele tornar-se justo é mediante a fé na expiação de Cristo. É ao revelar que Cristo pagou a penalidade imposta pelos nossos pecados, de uma vez por todas, que o Espírito Santo é capaz de convencer os incrédulos do julgamento final. O Espírito Santo convence os incrédulos do pecado.
Em relação aos crentes individuais. Consideremos o ministério do Espírito Santo em relação aos crentes sob duas categorias: 1) Sua ajuda; e 2)Seu batismo.
1) Sua ajuda. Jesus disse aos seus discípulos que convinha que Ele os deixasse, pois somente assim o Espírito Santo viria para ajudá-los (Veja João 16.7: “Mas eu vos digo a verdade: convém-vos que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei” - RA). Ficamos admirados ao ver as muitas formas de ajuda que os crentes podem receber da parte dEle. Vejamos:
1.1 - Tornamo-nos crentes mediante a atuação do Espírito Santo. Quando éramos incrédulos, estávamos espiritualmente mortos; mas, quando nos achegamos a Deus, com arrependimento e fé, nascemos espiritualmente. Tornamo-nos uma nova criatura (Ver 2 Coríntios 5.17: E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” - RA). Nascemos do alto pelo poder do Espírito do Senhor, e recebemos uma nova natureza. Essa experiência é chamada regeneração, pelos teólogos (Ver João 3.5-7: “Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te admires de eu te dizer: importa-vos nascer de novo”; Efésios 2.5: “e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, —pela graça sois salvos” - RA; e Tito 3.5: “ não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo,” - RA).
1.2 - Do Espírito Santo é que recebemos poder para testificar. (Veja Atos 1.8: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra” - RA). Surgem problemas quando tomamos decisão de anunciar as boas novas às outras pessoas. Circunstâncias, pessoas e espíritos malignos procuram impedir-nos. Precisamos de um poder especial para superarmos todos esses obstáculos. O Espírito de Deus é a fonte do poder que precisamos para que o nosso testemunho cristão seja eficaz.
1.3 – O Espírito Santo ministra-nos como um mestre. (Veja João 14.26; 15.26; 16.13). Talvez eu não pertença a alguma classe privilegiada, mas, quando eu rogo ao Espírito por Sua ajuda, Ele me ensina. Ele está mais disposto a revelar-me as verdades divinas do que qualquer outro ser (Veja 1 Coríntios 2.12-14).
1.4 – Também recebemos a ajuda do Espírito intercedendo em nosso favor. Isso significa que Ele apresenta as nossas necessidades diante de nosso Pai celestial, Você já não se sentiu capaz de orar diante de certas situações? Há ocasiões em que não temos força para orar. É nesses momentos que podemos contar com a intercessão do Espírito Santo em nosso favor (Romanos 8.26: “Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis” - RA).
1.5 – O Espírito Santo guia-nos dia após dia na direção de uma vida cristã vitoriosa. Quando somos regenerados e o Espírito Santo vem residir em nossa vida descobrimos que temos duas naturezas: uma delas voltada para o que é natural ou físico e a outra voltada para o que é espiritual. Descobrimos que o nosso corpo continua sujeito às tentações da carne. A luta pela qual então passamos, entre o bem e o mal que há dentro de nós, é descrita com detalhes no sétimo capítulo de Romanos. Nesse trecho bíblico, escreveu Paulo: “Porque eu sei que em mim, isto é, em minha carne, não habita bem algum; e, com efeito, o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem” (Romanos 7.18). Nesse passo bíblico, o apóstolo não levou em conta a ajuda que nos é dada pelo Espírito Santo; mas, no oitavo capítulo dessa mesma epístola, ele menciona o Espírito Santo nada menos que dezenove vezes no que tange à vida cristã vitoriosa. O controle do Espírito Santo sobre a vida do crente é o segredo da vitória sobre o pecado. O Espírito Santo está resolvido a levar-nos ao desenvolvimento espiritual; Ele quer mostrar-nos como podemos dominar a nossa natureza egoísta (Veja Romanos 8.1-14).
Continua no próximo post.