terça-feira, setembro 01, 2015

O Espírito Santo - 04.


Continuação do post anterior.
Continuação de outros elementos da personalidade do Espírito Santo.
4. Pronomes Pessoais. Talvez você já tenha notado o quanto a Bíblia concentra a atenção sobre o Espírito Santo nos capítulos 14 a 16 do Evangelho de João. É significativo que João tenha usado artigos pessoais para chamar a nossa atenção para a personalidade do Espírito Santo. Por exemplo o pronome pessoal ekeinos (no original grego) é usado em João 16.13, referindo-se ao Espírito Santo, reconhecendo assim a Sua personalidade. Esse é o mesmo pronome usado em relação a Jesus, em 1 João 2.6; 3.3,5,7 e 16.
5. Tratamento Pessoal. Finalmente, o fato que o Espírito Santo é alvo de tratamento pessoal, também aponta para a Sua personalidade. A Bíblia aponta que Ele pode ser tentado e submetido a teste (Atos 5.9), pode ser entristecido (Efésios 4.30), podemos mentir a Ele (Atos 5.3), podemos blasfemar ou falar contra Ele (Mateus 12.31,32), podemos resistir a Ele (Atos 7.51) e também podemos insultá-lO (Hebreus 10.29). Uma mera força impessoal não pode ser tratada como uma pessoa e nem seria capaz de ter atitudes próprias de uma pessoa.
Reconhecer a personalidade do Espírito Santo é importante. Quando percebemos que Ele é uma personalidade distinta da Deidade, então vemos que Ele é digno de nossa adoração, de nossa fé, de nosso amor, de nossas honrarias. Nosso interesse deveria permitir-Lhe controlar-nos e usar-nos para a Sua honra e glória.
O Ministério do Espírito Santo.
Já vimos um dos aspectos do ministério do Espírito Santo, quando Ele agiu juntamente com o Pai e o Filho na obra da criação. Em relação e esse envolvimento, diz o salmista: “Envias o teu Espírito e são criados, e assim renovas a face da terra” (Salmo 104.30). Essa referência, como notamos fala a respeito do papel do Espírito na manutenção e cuidado pela criação.
Quando o profeta Isaías discutia sobre a infinita grandiosidade do poder de Deus na criação e na providência (os cuidados e as orientações divinas), indagou: “Quem guiou o Espírito do Senhor? E que conselheiro o ensinou?” (Isaías 40.13). Ao considerarmos essa questão, inicialmente precisamos reconhecer as limitações da capacidade humana para conhecer os mistérios de Deus. Portanto só podemos responder a essa pergunta dizendo que não podemos compreender muito sobre o Espírito Santo, mas podemos ser tocados, abençoados e dirigidos pela Sua presença, recebendo forças da parte do Seu poder. Podemos ver os efeitos de Seu ministério, da mesma maneira que podemos ver os efeitos do vento, embora não compreendamos os seus mistérios (ver João 3.8).
Apesar do homem finito não poder compreender a plena extensão das infinitas atividades do Espírito de Deus, podemos examinar algumas áreas gerais de Suas atividades que nos são reveladas nas Escrituras. Esses desvendamentos através das Escrituras nos fornecem um quadro razoavelmente completo da pessoa do Espírito Santo, como também do Seu ministério. Consideraremos, portanto, o Seu ministério em relação a três pontos: 1) o mundo incrédulo; 2) o crente individual; e 3) a igreja como um todo.
Em relação ao mundo incrédulo.
Além do Seu envolvimento na criação e na providência, o Espírito Santo também se envolve com o mundo incrédulo. De acordo com João 16.8-11, Ele convence os homens do pecado, da justiça e do juízo.
1. Ele convence do pecado. Jesus ensinou que quando vier o Espírito Santo “... convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo. Do pecado porque não crêem em mim” (João 16.8,9). O Espírito Santo convence os homens da pecaminosidade daqueles que não confiam em Jesus Cristo.
2. Ele convence da justiça. “... da justiça porque vou para o Pai, e não me vereis mais...” ( João 16.10). Em outras palavras, o Espírito Santo revela aos homens a retidão do Senhor Jesus Cristo e a falta de retidão de todas as outras pessoas. Ele relembra diante dos homens que, por causa do triunfo de Jesus sobre o pecado, agora Deus declara os pecadores como justos, capacitando-os , capacitando-os a se tornarem justos, através da fé em Cristo.
3. Ele convence do juízo. “... do juízo porque, o príncipe deste mundo está julgado” (João 16.11). O Espírito Santo convence os incrédulos do julgamento, mostrando-lhes a relação entre a morte e a ressurreição de Cristo, por um lado, e o julgamento do mundo, por outro lado. Por meio de Sua morte e ressurreição, Ele tornou-se vitorioso sobre o inimigo, satanás. Que está condenado à morte eterna. Assim, a cruz significou o pagamento de uma dívida: a penalidade imposta ao pecado. Também significa prover expiação por todos aqueles que aceitam esse pagamento e o cancelamento do poder do pecado e de satanás.

Continua no próximo post.

quarta-feira, agosto 19, 2015

O Espírito Santo - 03.




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Outros Elementos da Personalidade. Completando esses componentes essenciais da personalidade, existem alguns outros elementos que contribuem para entendermos o que é a personalidade. Esses outros elementos são: 1) associações pessoais; 2) atos pessoais; 3) nomes pessoais; 4) pronomes pessoais; e 5) tratamento pessoal. Ora, todas essas características secundárias podem ser aplicadas ao Espírito Santo, conforme veremos a seguir:
1. Associações Pessoais. Já vimos que na fórmula batismal e na bênção apostólica, o Espírito Santo é identificado juntamente com o Pai e o Filho. Essa associação com outras pessoas implica em personalidade. Não seria uma tolice se alguém tivesse que batizar no nome do Pai, e do Filho e da “força”, do “hálito”, do “poder” ou do “vento”? (Mateus 28.19). Certamente que seria, pois somente uma personalidade pode ser associada, em suas ações, a outras personalidades.
Não há a menor sombra de dúvida que foi baseado nisso que os apóstolos e anciãos, por ocasião do Concílio de Jerusalém, escreveram: “Na verdade pareceu bem ao Espírito Santo, e a nós não vos impor maior encargo algum, senão essas coisas essenciais...” (Atos 15.28). A personalidade do Espírito Santo, pois, fica claramente entendida mediante a Sua associação às outras duas pessoas da Trindade.
2. Atos Pessoais. Quando consideramos as atividades do Espírito Santo, segundo são reveladas nas Escrituras, veremos como isso nos confere um entendimento mais completo sobre a Sua personalidade. Leia cada um desses trechos bíblicos:
  • 2 Pedro 1.21 – O Espírito Santo revela, motiva e capacita.
  • 1 Coríntios 2.10 – Ele sonda.
  • Atos 13.2 e Apocalipse 2.7 – Ele fala e chama pessoas ao serviço.
  • João 15.26 – Ele testifica.
  • Atos 16.6,7 – Ele dirige Seu povo no serviço, geralmente proibindo-o ou restringindo-o em alguma ação.
  • Romanos 8.26 – Ele intercede por nós.
  • João 14.26 – Ele ensina.
  • João 16.8-11 – Ele reprova.
  • João 16.13 – Ele nos guia.
  • João 16.14 – Ele glorifica a Cristo.
  • João 3,5 – Ele nos regenera.
3. Nomes Pessoais. Na véspera de Sua crucificação, Jesus revelou a Seus discípulos que iria deixá-los, sabendo que com Sua partida eles não teriam mais a sua liderança, apoio e conselhos, Jesus lhes disse: “E eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador para que fique convosco para sempre” (João 14.16).
Imediatamente Jesus identificou Aquele que tomaria o Seu lugar, o Espírito Santo (João 14.26). Jesus também afirmou que assim como Ele viera para revelar o Pai, assim também o Espírito Santo haveria de explicar, revelar e interpretar a natureza e a vontade de Jesus aos homens. Compare esses trechos bíblicos: João 14.15-18,26; 15.26 e 16.13-15. Vemos, pois, que o Espírito Santo foi chamado de Conselheiro e que Ele foi enviado para tomar o lugar de Jesus e levar avante o Seu ministério como um outro Conselheiro. Essa responsabilidade exigia uma personalidade discernidora, sensível, capaz de agir em lugar do Filho de Deus.
O Espírito Santo foi enviado pelo Pai a pedido do Filho (João 15.26), a fim de glorificar ao Filho e ministrar às necessidades espirituais dos crentes. Ele é chamado de Espírito da Verdade (João 14.17), Espírito de Vida (Romanos 8.2), Espírito de graça (Hebreus 10.29), Espírito de adoção (Romanos 8.15; Gálatas 4.5-7), Espírito da promessa (Atos 1.5), Espírito da Santidade (Romanos 1.4) e também Advogado (1 João 2.1) ou Conselheiro (João 14.16,26). Aquele que recebeu todos esses nomes é o mesmo Espírito Santo que glorifica a Jesus, que O torna real para nós e que dá prosseguimento à Sua obra nesse mundo.
O Conselheiro também é chamado de Espírito Santo (Efésios 4.30), Espírito de Jesus (Atos 16.7), Espírito de Cristo (Romanos 8.9), Espírito de Jesus Cristo (Filipenses 1.19) e Espírito de Deus (1 João 4.2). Embora os nomes possam diferir uns dos outros, a referência, em todos esses casos, é sempre a mesma Pessoa. Os vários nomes simplesmente identificam diferentes aspectos de Sua natureza e do Seu trabalho.
Continua no próximo post.

sábado, agosto 01, 2015

O Espírito Santo - 02.

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Associações do Espírito Santo com a Natureza Divina. Diversos versículos da Bíblia revelam a deidade do Espírito Santo, mediante as Suas associações. Nos dois primeiros exemplos alistados a seguir, a deidade do Espírito Santo fica entendida através de Sua associação com as outras Pessoas de Trindade. Vemos a igualdade essencial de pessoas, como também a igualdade essencial de deidade:
    Mateus 28.19 – a fórmula batismal: “… batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”.
  1. Coríntios 13.13 – a bênção apostólica: “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós”
  2. 1 Coríntios 12 – Nesse capítulo vemos a Igreja como o corpo místico de Cristo (v. 27: “ Ora, vós sois corpo de Cristo; e, individualmente, membros desse corpo” ). Deus nomeia ministros para Sua Igreja, a fim de ajudá-la em seu desenvolvimento (v. 28: “A uns estabeleceu Deus na igreja, primeiramente, apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois, operadores de milagres; depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas”). E é o Espírito Santo quem, soberanamente, distribui dons entre os membros desse corpo místico (v. 11: “Mas um só e o mesmo Espírito realiza todas estas coisas, distribuindo-as, como lhe apraz, a cada um, individualmente”). O inter-relacionamento que aí percebemos só pode ser explicado com base no fato da plena igualdade de cada Pessoa da bendita Trindade. Somente sobre essa base é que o Espírito Santo pode exercer os Seus direitos de deidade, distribuindo soberanamente os dons espirituais, conforme a Sua vontade (Veja 1 Coríntios 12.4-6,11)
  3. Atos 28.25-28. Paulo oferece-nos uma útil compreensão quanto a essa questão, quando diz que o Espírito Santo proferiu as palavras registradas em Isaías 6.9,10, palavras essas que, de acordo com o próprio Isaías, foram ditas por Deus. Compare esses dois trechos bíblicos entre si. Essa comparação revela-nos que, visto que o Espírito Santo é o representante ou agente de Deus Pai, Ele age em lugar do Pai sobre a terra. Isso é novamente demonstrado mediante estes exemplos: Ele atrai os homens a Cristo (Veja João 6.44); Ele revela a verdade (Ver João 14.26 e 16.13) e Ele guia (Ver Romanos 8.14: “Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” ).
  4. Gênesis 1. O esforço combinado do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme se vê em Gênesis 1.26, onde Deus assevera: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança…” O uso de pronome plural (nós) indica a pluralidade de pessoas na Deidade, conforme já vimos. Fica implícito que todas as três Pessoas estiveram ativas na criação.
  5. Aquelas referências bíblicas que abordam o relacionamento entre o Espírito Santo e as demais Pessoas da Trindade demonstram biblicamente que o Espírito Santo é Deus, igualmente com o Pai e com o Filho.
A Personalidade do Espírito Santo.
Os Componentes Essenciais da Personalidade. Pudemos observar que há três componentes essenciais na personalidade: 1) o intelecto (a capacidade de pensar); 2) a sensibilidade (a capacidade de sentir) e 3) a vontade (a capacidade de tomar decisões). Examinemos os trechos bíblicos que se referem ao Espírito Santo e vejamos como essas características se aplicam a Ele.
A Bíblia nos ensina com clareza sobre a personalidade do Espírito Santo. Em seu excelente discurso sobre a vida através do Espírito, o apóstolo Paulo concluiu referindo-se a “mente do Espírito” (Romanos 8.27), que identifica a sua faculdade intelectual. O apóstolo Paulo também atribui sensibilidade ao Espírito Santo (Romanos 15.39). Em outras palavras ele se refere a capacidade que o Espírito Santo tem de sentir – nesse caso, sentir amor em sua capacidade de exprimir sentimentos. Finalmente,  o apóstolo fala aos crentes de Corinto a respeito dos atos soberanos do Espírito Santo quando Ele se demonstra possuidor da faculdade da vontade, ao distribuir dons espirituais aos crentes, que Ele determina segundo a Sua vontade (Veja 1 Coríntios 12.11. Esses trechos bíblicos mostram que o Espírito de Deus possui as qualidades essenciais da personalidade.
Continua no próximo post.

segunda-feira, julho 13, 2015

O Espírito Santo - 01.


Você sabe porque Jesus disse aos Seus seguidores: “Convém-vos que eu vá... ”? (João 16.7). É que, em Sua carne, Ele estava limitando a Sua natureza humana, podendo estar somente em um lugar de cada vez. Entretanto, Ele sabia que quando o Espírito Santo viesse substituí-lo, não haveria limitações quanto ao tempo em que Ele poderia ficar e quanto ao trabalho que Ele poderia realizar.
Assim, através do Espírito Santo, Deus não somente nos comissiona com uma tarefa, como também permanece conosco e nos capacita a cumpri-la. Mais do que isso, Ele veio residir em nós para conferir-nos orientação pessoal, comunhão, consolo e suprir todas as nossas necessidades espirituais.
Já sabemos o quanto Deus se interessa pela redenção dos homens. Vimos que Cristo amou a cada mulher e a cada homem de tal maneira que Ele se humilhou e se tornou um homem. E agora, quando voltamos a nossa atenção para o Espírito Santo, podemos observar esse mesmo amor pelo homem, bem como as mesmas admiráveis qualidades de personalidade.
Vimos que, quanto a natureza de Deus e sobre a Sua essência: 1) Deus é espírito; 2) Ele é o Deus triuno; 3) Ele é o único Deus; 4) Ele é eterno; 5) Ele tem personalidade; 6) Ele é imutável.
Também vimos que essas qualidades de Deus referem-se, igualmente, ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. As três pessoas são iguais quanto a glória; e a majestade de que compartilham é co-eterna. Visto que as pessoas da Deidade compartilham dessas características, não as repetiremos nesse estudo sobre o Espírito Santo. No entanto, queremos enfatizar o fato, mesmo que de modo breve, que o Espírito Santo é verdadeiro Deus, possuidor das características distintas da personalidade divina. Em primeiro lugar veremos sobre a Sua deidade.
A deidade do Espírito Santo é estabelecida por Suas características, por Seu relacionamento com as outras pessoas da Trindade, pelos nomes divinos que lhe são atribuídos e pelas obras que Ele realiza.
Características da natureza divina do Espírito Santo. O Espírito Santo é possuidor das características da natureza divina. Por exemplo: Ele é eterno. A palavra eterno significa “duração infinita: aquilo que não tem começo, nem fim e nem qualquer limitação”. Essa, pois, é uma das características de Deus. O escritor da epístola aos Hebreus afirma que Ele é o Espírito eterno (Veja Hebreus 9.14: “muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!” - RA). Eterno, segundo a palavra aqui usada, é a mesma palavra usada em outros trechos bíblicos para descrever a eternidade de Deus Pai e de Jesus Cristo, o Filho de Deus.
O Espírito Santo também possui as características discriminadas abaixo:
1. Ele está presente em toda parte (onipresença). O salmista Davi declarou: “Para onde me ausentarei do Teu Espírito? Ou para onde fugirei da tua face” (Veja Salmo 139.7-10: “Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face? Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também; se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares, ainda lá me haverá de guiar a tua mão, e a tua destra me susterá.” - RA).
2. O Espírito Santo sabe tudo (onisciência). Paulo ao descrever essa característica divina para os crentes de Corínto, observou que “... Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus” (1 Coríntios 2.11). Além disso, Aquele que sabe quais são os pensamentos de Deus, também conhece a vontade de Deus, e Ele nos capacita a orar de acordo com a Sua vontade (Veja Romanos 8.26,27: “Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que Ele intercede pelos santos.” - RA).
3. O Espírito Santo é Todo-poderoso (onipotência). Em outras palavras Ele tem o poder e a capacidade de realizar tudo quanto Deus quiser, sem quaisquer limitações (Veja Lucas 1.35: “Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus” – RA e Atos 1.8: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra” - RA).
Títulos da natureza divina do Espírito Santo. É interessante observarmos que quando o apóstolo Pedro se dirigiu ao mentiroso Ananias, disse que quando esse mentiu ao Espírito Santo estava mentindo a Deus (Ver Atos 5.4: “Conservando-o, porventura, não seria teu? E, vendido, não estaria em teu poder? Como, pois, assentaste no coração este desígnio? Não mentiste aos homens, mas a Deus.” - RA). Assim o apóstolo Pedro atribuiu deidade ao Espírito Santo. O apóstolo Paulo também salientou esse fato, ao afirmar que estamos sendo transformados na imagem de Cristo, pelo Espírito Santo que é o Senhor (Ver 2 Coríntios 3.17,18: “ Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade. E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.” - RA). Nos dias de Paulo, somente a deidade merecia o título de Senhor. De fato, os imperadores romanos e os Faraós do Egito não permitiam que os seus súditos usassem o termo Senhor, quando se dirigiam a eles, enquanto eles não adotassem, oficialmente, a posição de divindades. Esse costume, pois, confirma o fato de que quando Paulo referiu-se ao Espírito Santo como Senhor, estava reconhecendo a Sua deidade.
Continua no próximo post.  

sexta-feira, junho 26, 2015

Oração e Adoração - 14.

Continuação do post anterior.
Oração e adoração.
É um relacionamento com Deus, às vezes verbalizado; outras vezes, não. Como algumas pessoas têm relacionado a oração separada da adoração, podemos dizer que a oração tem mais a ver com o atendimento das necessidades das pessoas, enquanto a adoração tem mais a ver com o louvor e a reverência à Deus.
A idéia da oração aparece quando se usam palavras como: “arrepender, pedir, procurar, bater, expulsar, clamar, crer, agradecer e buscar”. Palavras como: “louvor, agradecimento, meditar, estudo, honra, glória e aleluia definem a adoração. O dízimo e as ofertas, a ajuda que damos aos necessitados e o serviço na obra de Deus, também são uma forma de adoração. São essas as atividades dos filhos de Deus na oração e adoração. Quando adicionamos a leitura da Palavra de Deus à oração e a adoração, obtemos uma forma bastante eficiente de nos comunicarmos com o nosso Deus e Pai.
A oração e a adoração nos levam à presença de Deus. Fortalecem a nossa fé para reivindicar as promessas de Deus. A oração traz Jesus – aquele que advoga a nossa causa - para o nosso lado, quando pedimos perdão por pecados cometidos. A oração nos dará poder quando precisarmos de libertação e cura divina. Acima de tudo, a oração e a adoração manterão o amor de Deus fluindo entre Deus e nós e entre nós e o próximo. A oração e a adoração, para o filho de Deus, deve ser tão natural como a respiração.
Não podemos ter medo quando vamos à presença de Deus. O temor de Deus se expressa em respeito, reverência e atitudes corretas na presença dEle e não pecar, para não desobedecê-lo. Lembre-se de que Ele é o nosso Pai. Uma criança pode ter medo de estranhos, mas não teme a seu pai. Assim, quando oramos podemos orar com ousadia. Podemos entrar em sua presença, em nome e pelos méritos do Senhor Jesus, que fez o véu se rasgar, de cima até em baixo, na cruz, restabelecendo a comunhão entre Deus e o seu povo. Temos de estar gratos à Deus e devemos bendizer o Seu nome (Leia o Salmo 100). É assim que Deus quer que seja, pois Ele é o nosso Pai e nós os seus filhos.
Viva Jesus!

Deus lhe abençoe!

sexta-feira, junho 12, 2015

Oração e adoração - 13.


Continuação do post anterior.
Venha o Teu Reino.


Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo. (Romanos 14:17 RA)


A maioria das pessoas tem planos para a vida. Querem ser médicos ou advogados. Desejam ser ricos e famosos. Sonham, têm na mente, uma imagem de como será sua vida quando atingirem seus alvos. São edificadores de reinos.
Outros não têm planos pessoais. Preferem encontrar uma pessoa forte que esteja construindo um reino, e ajudá-la na sua visão. A sua felicidade é conseguida quando fazem parte dos planos de outra pessoa.
É isso que faz o crente. Ele não constrói o próprio reino. Ele não espera ser reconhecido por algum grande feito que praticou. Em vez disso, ele busca a glória de Deus e a vinda de Seu reino. A sua oração é sempre “Venha o Teu Reino”. O seu único desejo é fazer parte na vinda desse reino. E ora por isso.
Uma oração importante que o crente deve fazer sempre é: “Senhor, deixa-me edificar o Teu Reino, e não o meu reino!”. Mas muitos crentes andam muito ocupados, pois estão edificando o seu próprio reino, em vez do Reino de Deus. Jesus, certa vez, disse a um jovem rico: Só uma coisa te falta: “Vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; então, vem e segue-me “ (Marcos 10:21 RA).
O Reino de Deus está em primeiro lugar na lista de coisas pelas quais devemos orar. Jesus nos ensinou a orar assim: Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o teu nome; venha o teu reino.” (Lucas 11:2 RA). O Reino de Deus é justiça. A justiça de Deus. Portanto aquele que busca o Reino de Deus procura a Sua justiça. O que busca a Sua justiça procura o próprio Deus. Ele não pode ser separado da Sua justiça. Tudo se junta... o Teu nome, o Teu Reino, a Tua justiça. Não se pode ter um sem o outro. Aquele que busca em primeiro lugar o Reino de Deus, acima de todas as coisas, está orando como deve ser. buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” (Mateus 6:33 RA)
Ore para que Jesus reine em sua vida e na vida dos seus queridos.
Assim, ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus único, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém!” (1 Timóteo 1.17).
Continua no próximo post.
Viva Jesus!
Deus lhe abençoe!